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16/08/2018

Diminuta semente


Em visita em indústria alimentícia, deparei-me com o grão de mostarda. Pequenino grão, diminuta semente, no entanto comparada por Jesus para falar sobre a força da fé.
Ao ter o diminuto grão na palma da mão, lembrei-me dos ensinos do Mestre da Humanidade e emocionei-me com as lições profundas e sábias daquele que é a Luz do Mundo! Somente sua imensa sabedoria poderia mesmo fazer referida comparação.
Ele afirmou que se tivermos fé do tamanho do grão de mostarda somos capazes de remover os obstáculos da vida nas montanhas do orgulho, da vaidade, do ciúme e de tantas imperfeições que todos trazemos. Mas também o mesmo pequenino grão se existente daquele tamanho no coração como inspiração para a iniciativa e a perseverança, comparado para dizer da força da fé, é capaz de superar as lutas, as enfermidades e manter serenidade e confiança no amparo que nunca falta para estarmos com a cabeça erguida e prosseguindo nossos projetos de aperfeiçoamento.
O mesmo grão, utilizado por Jesus para falar da força moral de levantar-se diante da adversidade, vale igualmente para os projetos de realização e iniciativa pessoal ou coletiva. A fé é aquele elemento vital para as realizações em todas as áreas, não apenas moral. Sim, porque quem tem fé movimenta forças à sua volta e faz acontecer os projetos que alimenta antes no ideal e na mente.
Afinal, seria interessante perguntar: o que é fé?
Fé é confiança nas próprias forças, é sabedoria para escolher o melhor caminho, é igualmente a certeza de atingir determinado objetivo. Acompanhemos o comentário de Allan Kardec: “É certo que, no bom sentido, a confiança nas próprias forças torna-nos capazes de realizar coisas materiais que não podemos fazer quando duvidamos de nós mesmos. (…) As montanhas que a fé transporta são as dificuldades, as resistências, a má vontade, em uma palavra, que encontramos entre os homens, mesmo quando se trata das melhores coisas. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, a cegueira do fanatismo, as paixões orgulhosas, são outras tantas montanhas que atravancam o caminho dos que trabalham para o progresso da humanidade. A fé robusta confere a perseverança, a energia e os recursos necessários para a vitória sobre os obstáculos, tanto nas pequenas quanto nas grandes coisas. A fé vacilante produz a incerteza, a hesitação, de que se aproveitam os adversários que devemos combater; ela nem sequer procura os meios de vencer, porque não crê na possibilidade de vitória. Noutra acepção, considera-se fé a confiança que se deposita na realização de determinada coisa, a certeza de atingir um objetivo. Nesse caso, ela confere uma espécie de lucidez, que faz antever pelo pensamento os fins que se têm em vista e os meios de atingi-los, de maneira que aquele que a possui avança, por assim dizer, infalivelmente. Num e outro caso, ela pode fazer que se realizem grandes coisas. A fé verdadeira é sempre calma. Confere a paciência que sabe esperar, porque estando apoiada na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao fim. A fé insegura sente a sua própria fraqueza, e quando estimulada pelo interesse torna-se furiosa e acredita poder suprir a força com a violência. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança, enquanto a violência, pelo contrário, é prova de fraqueza e de falta de confiança em si mesmo (…)”.
E Jesus compara a força da fé, capaz de remover gigantescos obstáculos, com o diminuto grão de mostarda. Quanta sabedoria! Pensemos mais nesta notável comparação e movimentemos nossas forças para realizarmos o melhor a nosso alcance. Somos capazes!

09/08/2018

Novo olhar de gratidão



Devemos tudo à Vida abundante que desfrutamos. Deus, o Criador, dotou-nos de vida e possibilitou-nos intenso e contínuo aprendizado. Para que pudéssemos evoluir, aprender, e, portanto, adquirir méritos do esforço colocado a serviço da conquista da felicidade, cercou-nos de inúmeros recursos. Entre eles estão as maravilhas produzidas pela natureza. Desde o espetáculo do nascer do sol - que soa como amável e silencioso convite ao trabalho -, às frutas ou perfume das flores, à condição de seres sociais que se relacionam para o mútuo crescimento e mesmo a uma infinidade de tesouros que nem percebemos. Sempre estão a nossa volta e o espaço desta página seria insuficiente para relacionar.

Colocou-nos num planeta rico de possibilidades e perspectivas. Dotou o planeta de água, fauna e flora abundantes; deu-nos os animais, pássaros e outros seres como companheiros de viagem e ainda escalou experimentados irmãos mais velhos que visitam o planeta periodicamente para ensinar o caminho do acerto e da felicidade. Entre eles, o maior de todos, Jesus de Nazaré, mensageiro do Evangelho, porta-voz direto do Pai Criador e que vivenciou em si mesmo o que ensinou.

Diante das possibilidades abertas, a humanidade vai caminhando, errando, acertando, aprendendo. Descobrimos nossas próprias leis, estamos pesquisando o que ainda nos intriga e lutamos contra dificuldades e obstáculos que são próprios e naturais de nosso atual estágio evolutivo. Sim, porque somos criaturas em caminhada, imperfeitas, inacabadas. O tempo nos levará à perfeição relativa, quando estaremos promovidos à condição de cooperadores da grandiosa obra de Deus.

Essas reflexões todas convidam-nos a pensar com mais seriedade sobre a vida no planeta. Não estamos aqui a passeio. Também não estamos no planeta pela primeira nem última vez. Somos todos irmãos, devemo-nos solidariedade recíproca e cumprimos um justo programa de auto-aperfeiçoamento, cuja finalidade é o progresso individual e coletivo. E neste coletivo incluímos toda a sociedade do planeta, em todos os sentidos e níveis que se queira analisar.

No geral, devemos entender que, como filhos de um Pai Bondoso e Justo, que ama profundamente suas criaturas, fica o dever do auto-aprimoramento intelecto-moral, único instrumento real de equilíbrio e felicidade. E consideremos que tudo isto enquadra-se até num dever de gratidão a tudo que recebemos diariamente de Deus, o Pai de todos nós.

E pensemos que o auto-aprimoramento intelecto-moral nos levará pelo menos a duas consequências inquestionáveis: dominaremos o egoísmo feroz que ainda nos domina (o que determinará o fim da onda de sofrimentos que abate o planeta) e partiremos, porque mais conscientes, aos deveres da solidariedade que, por consequência, trarão o equilíbrio que esperamos

02/08/2018

Segredo dos invejáveis


Imagine o que é ser invejável. Por outro lado, como é a estrutura de uma pessoa considerada invejável? E se ampliarmos a questão para famílias invejáveis? Qual o segredo delas? E como se relacionam os invejáveis?

Inveja é algo ridículo. Invejar posição ou bens alheios demonstra incapacidade de descobrir os próprios talentos, perdendo a chance de crescimento no tempo que se dedica ao desgosto com o bem ou a felicidade alheia. Ridículo, dispensável, verdadeira tolice.

Cada qual tem sua própria habilidade, sua própria capacidade, para não dizer várias, que deve ser movimentada no sentido do próprio crescimento. Porque ficar se ocupando e se martirizando com as conquistas alheias? É dessa tortura inútil que surgem as calúnias e tantos prejuízos nos relacionamentos que poderiam muito bem ser mais saudáveis.
Mas, o foco aqui é outro. Desejamos focar que todos podem transformar os desafios diários em verdadeiros e autênticos tesouros de crescimento. Pois afinal, a palavra invejável, por mais paradoxal que possa parecer, muda o sentido da inveja e torna-se apreciável até como estímulo e motivação.
A definição da palavra é: que merece ser invejado; apetecível; precioso.
Sim, porque demonstra e traz alguém que se esforçou, que se dedicou, que conquistou e, portanto, merece ser exemplo para muitos outros.
Podemos começar dizendo que o invejável é alguém bem acordado para as oportunidades diárias que a vida oferece. É alguém com tenacidade, pois enquanto isso é sonho para muitos, é realidade para o invejável. Por outro lado, não se prende à culpa, não fica se comparando; liberta-se da necessidade de aprovação, ama e sabe ser amado, cresce com as inimizades; dribla a ansiedade, tem consciência da brevidade da vida e não perde tempo com tolices, não se rende à preguiça, está sempre se recriando, utiliza as adversidades a seu favor e tira os projetos do papel, tornando-os realidade.
Notem os leitores. São posturas de decisão, criatividade, iniciativa, trabalho, esforço.
Todas essas reflexões estão no belo livro de Lígia Guerra, editado pela Editora Gente, e que traz o título O Segredo dos Invejáveis. Lígia é psicóloga, reside em Curitiba, e sua sensibilidade pode ajudar muitas pessoas no foco psicológico que muitas vezes nos deixamos conduzir com pessimismo, medo ou tantas inseguranças. Lígia destaca, com exemplos marcantes, essa postura de superar obstáculos e prosseguir progredindo. Visite o site http://www.ligiaguerra.com.br/ e, quando puder pesquise pelo Google o vídeo “Lígia Guerra fala do desejo feminino de ser sempre certinha” . No youtube o leitor também encontra muitas reportagens e entrevistas com a citada autora.
Trazendo o assunto para a ótica espírita, a abrangência é notável, face a essa imperfeição moral gritante que é a inveja. Que faz sofrer, que gera angústias, que divide ou separa e destrói grupos e iniciativas.
Allan Kardec e os espíritos trouxeram o assunto com muita lucidez na Codificação e na Revista Espírita. Dada a quantidade de pesquisa que a palavra permite, sugiro ao leitor acessar o portal www.kardecpedia.com  e digitar a palavra inveja. E terá vasto material de pesquisa e consulta. Aliás, o site é uma maravilha. Não deixe de visitar. É, digamos, “invejável”....

25/07/2018

Alegrias do EAC


Estamos em agosto, mês em que Schutel lançou, em 1925, a RIE – Revista Internacional de Espiritismo. Estamos igualmente às vésperas do evento que honra sua memória pelos 150 anos de nascimento, o EAC – Encontro Anual Cairbar Schutel. Seus participantes viverão momentos inesquecíveis e marcantes. Além das palestras com foco específico, várias atividades ocorrem durante a programação, inclusive dois lançamentos de obras oportunas para a efeméride. Motivação intensa, crianças e jovens integrados, confraternização que alimenta a alma e compromisso doutrinário de alta envergadura. Nossa gratidão pelo apoio e pela sua participação que, inclusive, vai auxiliar a construção da sede própria da CASA DE FRATERNIDADE CHICO XAVIER, em Araraquara. Você que agora lê essas linhas ainda pode fazer sua inscrição. Visite o site, veja a programação, inscreva-se e esteja conosco. O momento difícil da Humanidade tem nesses encontros um diferencial que não podemos ignorar.

O EAC – Encontro Anual Cairbar Schutel – em sua 8ª. edição, tradicionalmente realizado em setembro – mês de nascimento do homenageado, desde 2011, nasceu numa viagem de volta de Guaxupé (MG) para Matão, quando num ônibus fretado para participantes do Encontro Chico Xavier, num diálogo despretensioso, a ideia tomou corpo, materializando-se no ano seguinte com sua 1ª. Edição, no distante 2011, já citado.

Realizado duas vezes em Araraquara (SP), em 2013 e 2014, o evento alcançou credibilidade e conquistou o público, o que muito felicita os espíritas de Matão com a grandiosa oportunidade de receber visitantes para os encontros anuais. Sua realização conecta-se perfeitamente aos ideais de Schutel, igualmente homenageado com a inauguração do Memorial Cairbar Schutel, em 2013, que reúne grande acervo de documentos do trabalho executado ao longo do tempo pelo inesquecível e valoroso seareiro.

Venha, pois, viver esse momento histórico. Inscreva-se diretamente no site do Instituto: www.institutocairbarschutel.org   onde há informações completas, inclusive incentivo para caravanas e participação de jovens e crianças.

Dados:
EAC – ENCONTRO ANUAL CAIRBAR SCHUTEL
Data: 22 e 23 de setembro, em MATÃO-SP, no Clube Sorema
Informações e inscrições no site do Instituto, acima citado.

11/07/2018

Alma do Universo



Nem sempre compreendido, interpretado de mil formas por força da cultura e tradições humanas, gradativamente entendido conforme avança a mentalidade humana, Deus, a inteligência suprema do Universo, causa primeira de todas as coisas, pode ser chamado sem receio de a alma do Universo. Afinal é de sua ação e origem que vivemos, viemos e cá estamos nesse turbilhão de aprendizados.
Antes, numa época de extrema ignorância, foi comparado à mediocridade humana, como se fosse vingativo e possuidor de nossas tolas vaidades e sujeito às nossas intempéries emocionais. Passou o tempo das danças, tambores e homenagens próprias da infância intelectual, veio o Cristo que nos apresentou o Criador como Pai. Ele, o enviado de Deus, ensinou as Leis de Amor, provocou mudanças na história, alterando o calendário em antes e depois Dele, e trouxe mudança de trajetos na evolução humana.
Mais tarde, com a mentalidade humana começando a despertar, começamos a compreender as Leis que nos regem a vida, sabendo-nos responsáveis por nossas ações e que não existe castigo, nem um ser infernal a nos “cutucar” indefinidamente, mas simplesmente consequências de nossas ações. Tornamo-nos mais conscientes e responsáveis. Agora sabemos.
Deus não poderia criar seres para que fossem odiosos e repulsivos. Suas leis são imutáveis e eternas, repletas de amor, justiça e misericórdia. Isso nos faz entender os extremos humanos, as diferenças gritantes que vemos e vivemos em todos os sentidos. Assim como crianças se deliciam com brinquedos, muitos de nós jogamos com essas leis – como se pudessem enganar e fazer trocas com a Inteligência suprema do Universo –, depois reclamam e se revoltam das colheitas que antes foram semeadas. São as consequências. Basta pensarmos no sentido de justiça. Agir bem gera o bem, agir mal gera o mal.
Não deixemos de ter piedade de verdugos e vítimas. Os primeiros, porque se preparam para grandes aflições no futuro, e os segundos porque foram maus semeadores no passado e agora colhem o que plantaram. Isso é apenas consequência, nunca castigo. Como pensar em castigo de um Pai de misericórdia e bondade, justiça e amor incomparáveis?
Deus está muito acima de nossas misérias e torpezas. Deus é a alma do Universo e não um vigia de nossas criancices.
Por isso concluo a abordagem com o parágrafo final de texto da notável Amália Domingo Soler, em quem me baseei para elaboração desses parágrafos: “Adoro a Deus na Natureza, mas não tremo ante sua cólera, nem confio em sua clemência. Deus é justo, é imutável, é eterno, é superior a todas as piedades e a todas as compaixões. Não necessita ser clemente porque é justo, pois suas leis de amor têm que cumprir-se e quando se cumpre a lei de Deus, não terá ocaso o dia de felicidade universal”.
Que expressão feliz de Amália: Deus é a alma do Universo! Obrigado, meu Deus! Por sua grandeza, pela presença no Universo, dentro de nós, em tudo que nos rodeia.

03/07/2018

Rotina necessária


A vida adulta proporciona de um lado a liberdade de escolha de nossos próprios caminhos, seja em nossos horários e decisões, seja nas atividades a que nos dediquemos ou nos caminhos que a maturidade vai trazendo por si só. Por outro lado, o descuido com o comportamento igualmente pode trazer condicionamentos perigosos que se apresentam na forma de manias, neuroses, pontos de vistas arraigados e presos a tradições, crenças ou verdadeiras prisões emocionais e psicológicas, que podem se traduzir com o tempo em doenças e desequilíbrios.
A infância, todavia, tem necessidade da rotina que a educação dos pais precisa impor nos primeiros anos. Horário para levantar-se, dormir, alimentar-se, banhar-se. A rotina de hábitos que depois recebe o acréscimo dos horários da escola, de fazer tarefa escolar e mesmo a disciplina de arrumar a cama, colaborar com pequenos afazeres domésticos, educação com os mais velhos, guardar os brinquedos e ter cuidados com o próprio material da mochila da escola, escovar os dentes, entre tantos outros cuidados domésticos, é item essencial para formar o cidadão integro do futuro.
É da disciplina da família, do equilíbrio dos pais, do afeto vivido em casa ou dos deveres criados pela rotina, é que formamos o adulto equilibrado de amanhã que, quando adulto e livre para suas próprias, vê eclodir de si mesmo as noções de dignidade e hombridade – fruto da semeadura sadia dos pais na rotina necessária na primeira infância.
A vida cotidiana atual, entretanto, tem agido de maneira oposta. Vivemos todos uma vida atribulada, na indisciplina própria que vivemos na vida adulta, e semeamos no coração infantil, que ainda está formando referências, uma confusão que fará adultos inseguros, igualmente indisciplinados e muitas vezes incapazes de conduzir a própria vida, porque não tiveram na infância rotina da disciplina que educa. Por isso encontramos hoje tantos adultos sem equilíbrio. Vivem sem horários, não se firmam em compromissos, desrespeitam valores, não conseguem viver um roteiro próprio que lhes dê segurança nas ações diárias.
Complexo desafio individual e social, esse.
Como vencer isso? Só o tempo que hoje já nos mostra a consequência direta de nossa indisciplina de ontem.  Lares tumultuados, filhos indisciplinados, sociedade perturbada.
O único caminho é voltar aos velhos padrões de dignidade na vivência disciplinada do lar, especialmente na primeira infância. Dedicar aos filhos a atenção de nossa presença e afeto, fazer-lhes sentir o calor de nossa dignidade, em valores que se perpetuam como referenciais para o futuro da personalidade que se forma.
Ah! Por que tantos se perdem hoje nas drogas? Por que tantos hoje se desequilibram, perdem o sentido da vida e ficam atordoados sem saber para onde se dirigem? Além da bagagem própria, faltou-lhes a rotina necessária da disciplina necessária que só a vida familiar pode proporcionar…
É ela que forma o referencial de agir… Ela educa o comportamento, eis o segredo. Ainda somos criaturas com necessidade de repetição das experiências para que o aprendizado se faça.
E vejam como é sábia a vida. Necessária na formação da criança que se tornará adulto consciente, o suceder das décadas vai trazendo rotinas novas, que nos amadurecem em aprendizados permanentes e contínuos, alterando as rotinas tão necessárias da infância. Da primeira infância, passamos a crianças que crescem e que vão à escola; depois nos tornamos adolescentes, jovens, maduros e avançamos na terceira idade. Nesse suceder de experiências, sempre novas, novas rotinas. Todas necessárias para trazer o amadurecimento que traz a sabedoria. E, por mais paradoxal que possa parecer, quando avançamos na terceira idade, uns nos tornamos ranzinas, outros nos tornamos mais serenos e calmos.
Quais as razões de tais diferenças na terceira idade? Eis o desafio que deixo à reflexão do leitor. Até onde a rotina ou a ausência dela, nas referências educativas da criança, influem nesse processo?


28/06/2018

Emoções auditivas



A variedade de sons alcançados pelas notas musicais na integração entre instrumentos e vozes humanas exerce grande influência na emoção e no desenvolvimento das criaturas humanas.
Ela, a música, é, pois, essencialmente, moralizadora, uma vez que leva harmonia às almas, que por sua vez as eleva e as engrandece. Deduz-se, pois, que a música exerce uma feliz influência sobre as criaturas humanas.
A alma virtuosa que tem a paixão do bem, do belo, que adquiriu a harmonia, produzirá obras primas capazes de penetrar as almas mais blindadas, fechadas em si mesmas, e comovê-las. Já o compositor terra-a-terra como poderá representar a virtude que ele despreza, o belo que ignora ou o grande que ele não compreende? Suas composições serão o reflexo de seus gestos sensuais, de sua leviandade. Serão obscenas, licenciosas, sensuais e causarão mais danos que melhorar os ouvintes. Na verdade, a música é a arte que vai mais direta ao coração. A música comove as fibras entorpecidas da sensibilidade e as predispõe a receber as impressões morais. A música amolece a alma – é poderosa auxiliar de moralização. É que a música é também um dos instrumentos de despertamento da sensibilidade humana.
Nesta altura, como poderíamos esquecer os grandes nomes da música nacional e internacional? Vozes inesquecíveis, melodias extraordinárias, compositores, autores, intérpretes, conjuntos, maestros, letras e apresentações que marcaram época e conquistaram memórias em todos os tempos, em composições inesquecíveis e belíssimas.
Selecionemos, pois, as belas conquistas que já possuímos no campo desta arte maravilhosa que é a música, para elevarmos o padrão espiritual de nossos ambientes. Deixemo-nos comover pela mensagem que trazem; reflitamos nas motivações que ensejaram a concepção dessas peças que verdadeiramente nos comovem pela beleza e sublimidade. E, obviamente, prestemos também mais atenção no canto dos pássaros; no latido dos cães e sons característicos de outros animais; nos sons naturais de trovoadas, chuvas e ventos e mesmo na variedade das vozes humanas, para percebermos o quanto o som influencia nossa harmonia ou desarmonia interior. É, como em tudo, uma questão de seleção e afinidades. Aprendamos, pois, a selecionar…
Lembro aqui o grande maestro e violinista André Rieu! Um espetáculo! André Rieu Marie Nicolas Leon (Maastricht, Países Baixos, 1 de outubro de 1949) é um violinista e regente dos Países Baixos.
Aos 63 anos, André Rieu, conhecido como o “Embaixador das valsas”, divide o topo das paradas pop da Alemanha, França e Holanda, junto a nomes como Celine Dion, Madonna, Britney Spears e Michael Jackson. Além disso, suas performances primorosas e modernas valeram-lhe os melhores postos das paradas clássicas da Billboard. O resultado são dez milhões de discos vendidos e uma carreira de sucesso em mais de trinta países. Filho de um diretor de orquestra que fez dos seis filhos músicos, André já tocava violino aos cinco anos. Mas foi só quando tocou sua primeira valsa, enquanto estudava no conservatório, que a paixão pela música surgiu. Como violinista da Orquestra Sinfônica de Limburg, ele mantinha atividades musicais paralelas, gravando discos independentes.
Suas apresentações, já muito conhecidas, trazem enorme emoção auditiva....
Isso lembra a pergunta 251 de O Livro dos Espíritos. É a única que trata do tema e abre enorme perspectiva de estudo e reflexão. Sugiro ao leitor buscar a obra, ler a questão, pensar nela e aprofundar os desdobramentos. Há um encantamento com as perspectivas abertas com o conhecimento espírita, também na área da arte musical.