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Como prevenir o contágio: O que você precisa saber e fazer.



Viveiro de almas

 – Orson Peter Carrara


O mundo é um autêntico “viveiro de almas”, onde estamos as almas no processo de aperfeiçoamento intelecto-moral de nós mesmos, rumo à perfeição – ainda que relativa –, para alcance da felicidade plena, que não será ociosa, mas de serviço em favor daqueles que ainda caminham, como hoje ocorre com nossa realidade. Somos nós os caminhantes, aprendendo com as abençoadas experiências e amplamente amparados por aqueles que já fizeram a caminhada do aperfeiçoamento e já desfrutam de plena liberdade, mas integrados com o Criador.

Isso é comovente de pensar, pois abre um inesgotável leque de reflexões estimuladoras para que nos dediquemos à melhora de nós mesmos, simultaneamente a tudo que pudermos fazer para beneficiar aqueles que caminham conosco.

A expressão “viveiro de almas” é de Emmanuel. Está no último parágrafo do capítulo 7 – No aprimoramento, do livro Roteiro. O livro é uma preciosidade, seus capítulos são verdadeiras aulas de aprimoramento individual, nas reflexões sobre a evolução e na convivência uns com os outros. Cada página é convidativa para artigos, palestras, seminários, congressos.

Para a presente abordagem, dois parágrafos muito chamaram a atenção. O último e o penúltimo. Vou inverter a ordem e o leitor vai entender a razão. Diz o autor:

a)  No extenso e abençoado viveiro de almas que é o mundo, pouco a pouco, de século a século e de milênio a milênio, usando variados corpos e diversas posições no campo das formas, nosso Espírito constrói lentamente, para o próprio uso, o veículo acrisolado e divino com que, um dia, ascenderemos à sublime habitação que o Senhor nos reserva em plena imortalidade vitoriosa 


b)  Suicidas recomeçam a luta física, no círculo de moléstias ingratas, e criminosos reaparecem no berço, com deploráveis mutilações e defeitos; alcoólatras regressam à existência, em companhia de pais que se sintonizam com eles, e grandes delinquentes reencetam a viagem de aprimoramento moral, na esfera de provas temíveis, quais sejam as de enfermidades indefiníveis e de aflições dificilmente remediáveis.

 
Inverti propositalmente a sequencia dos parágrafos, considerando o objetivo do artigo. É que nesse processo de aprendizado – e que ocorre pela repetição das experiências até serem totalmente assimiladas – somos defrontados pelo desafio da liberdade de escolha e aí, sem maturidade, nos embrenhamos em caminhos nem sempre recomendáveis, motivados por desejos e paixões, seduzidos pela ambição ou pelo egoísmo, ou cegos de vaidade e de pretensões variadas, que geram aflições futuras – nunca como castigo, mas como consequência – e que vai gerar situações como as citadas no segundo item acima selecionado.

Esse processo todo chama atenção e nos solicita cuidados e prudência no trato com a própria vida. Estamos todos juntos, necessitados de compreensão e solidariedade mútuas. O momento evolutivo, mais que nunca, nos pede esse exercício. 

Prestemos atenção.

Viveiro de almas


 – Orson Peter Carrara


O mundo é um autêntico “viveiro de almas”, onde estamos as almas no processo de aperfeiçoamento intelecto-moral de nós mesmos, rumo à perfeição – ainda que relativa –, para alcance da felicidade plena, que não será ociosa, mas de serviço em favor daqueles que ainda caminham, como hoje ocorre com nossa realidade. Somos nós os caminhantes, aprendendo com as abençoadas experiências e amplamente amparados por aqueles que já fizeram a caminhada do aperfeiçoamento e já desfrutam de plena liberdade, mas integrados com o Criador.

Isso é comovente de pensar, pois abre um inesgotável leque de reflexões estimuladoras para que nos dediquemos à melhora de nós mesmos, simultaneamente a tudo que pudermos fazer para beneficiar aqueles que caminham conosco.

A expressão “viveiro de almas” é de Emmanuel. Está no último parágrafo do capítulo 7 – No aprimoramento, do livro Roteiro. O livro é uma preciosidade, seus capítulos são verdadeiras aulas de aprimoramento individual, nas reflexões sobre a evolução e na convivência uns com os outros. Cada página é convidativa para artigos, palestras, seminários, congressos.

Para a presente abordagem, dois parágrafos muito chamaram a atenção. O último e o penúltimo. Vou inverter a ordem e o leitor vai entender a razão. Diz o autor:
a)     No extenso e abençoado viveiro de almas que é o mundo, pouco a pouco, de século a século e de milênio a milênio, usando variados corpos e diversas posições no campo das formas, nosso Espírito constrói lentamente, para o próprio uso, o veículo acrisolado e divino com que, um dia, ascenderemos à sublime habitação que o Senhor nos reserva em plena imortalidade vitoriosa
b)     Suicidas recomeçam a luta física, no círculo de moléstias ingratas, e criminosos reaparecem no berço, com deploráveis mutilações e defeitos; alcoólatras regressam à existência, em companhia de pais que se sintonizam com eles, e grandes delinquentes reencetam a viagem de aprimoramento moral, na esfera de provas temíveis, quais sejam as de enfermidades indefiníveis e de aflições dificilmente remediáveis.
 
Inverti propositalmente a sequencia dos parágrafos, considerando o objetivo do artigo. É que nesse processo de aprendizado – e que ocorre pela repetição das experiências até serem totalmente assimiladas – somos defrontados pelo desafio da liberdade de escolha e aí, sem maturidade, nos embrenhamos em caminhos nem sempre recomendáveis, motivados por desejos e paixões, seduzidos pela ambição ou pelo egoísmo, ou cegos de vaidade e de pretensões variadas, que geram aflições futuras – nunca como castigo, mas como consequência – e que vai gerar situações como as citadas no segundo item acima selecionado.

Esse processo todo chama atenção e nos solicita cuidados e prudência no trato com a própria vida. Estamos todos juntos, necessitados de compreensão e solidariedade mútuas. O momento evolutivo, mais que nunca, nos pede esse exercício. 

Prestemos atenção.

Escola soberana


Orson Peter Carrara

A expressão que usamos como título é de Emmanuel. Está no livro Roteiro, no capítulo 10. Referido livro tem Prefácio datado de 10 de junho de 1952.

O autor classifica a Religião como a escola soberana para formação moral do povo. Apesar das variadas manifestações religiosas no planeta, com tantas interpretações – muitas vezes divergentes e conflitantes (conflitos esses causados pelos diferentes níveis de maturidade) entre si –, realmente ela se constitui no norteamento para o ser humano. Não importam as diferenças, isso é secundário. O que vale é a busca da Divindade, a valorização da conexão com Deus – ainda que se dê nomes diferentes e mesmo o entendimento sofra tantas variações. Isso igualmente é absolutamente secundário.

O que se deve destacar é que a Religião, com ou sem rituais, com ou sem as características próprias de cada manifestação e nível de entendimento particular, a religião propõe a busca de valores internos e a construção continuada do elo de ligação com o Poder Absoluto que governa a vida. Essa proposta – e repetimos: mesmo com tantas formas diferentes de interpretação – modifica o ser humano, oferece-lhe guarida e especialmente propõe uma conduta nova, renovada, estimulando a solidariedade, o amor na convivência, incentivando o cultivo da fé, aquela mesma que “remove montanhas”.

A fé é latente em todos nós, precisa igualmente ser buscada, incentivada, construída, cultivada. Esse o papel da religião. Esse papel prioritário provoca as mudanças interiores que melhoram a vida íntima, que se projeta para a vida social. 

É escola soberana porque vai além do papel escolar de instruir, pois que alcança o sentimento modificando-o para melhor. 

No mesmo capítulo, o autor conclui com sabedoria, após referir-se ao papel da ciência e da filosofia, que “(...) somente a fé, com seus estatutos de perfeição íntima, consegue preparar nosso Espírito imperecível para a ascensão à gloria universal.”

Convido o leitor a pensar no trecho transcrito, por item:

a)      Estatutos de perfeição íntima – Imaginemos o alcance da expressão. Estatutos lembram ordenação, direcionamento, acordo a ser cumprido para atingir-se determinado objetivo. É o papel da fé. Seus capítulos estabelecem a conquista da perfeição – ainda que relativa – intelecto moral do ser humano. Conquista que só será alcançada mediante disciplina e observação dos códigos compreendidos e vividos;

b)     Espírito imperecível – Aqui nem é preciso alongar-se. Nossa condição imortal por si só já explica o sentido. Essa condição inerente às criaturas de Deus indicam a perenidade da vida, suas lutas e suas conquistas;

c)     Ascensão à glória universal – Que agradável e confortador ler a afirmativa. Somos destinados à felicidade decorrente da perfeição, ainda que relativa, repita-se. Perfeição que tem significado de glória ou conquista de extraordinárias qualidades, capacitando o espírito para viver a felicidade operosa como co-Criador, já liberto das amarras da imperfeição. Felicidade plena e especialmente operosa em favor do bem.


Tudo isso é muito confortador e convida-nos ao esforço constante pela valorização da religião – não importa qual, mas sim aquela que nos faz melhores – levando-a ao coração de nossos filhos, cultivando-a em nós mesmos, para viver o verdadeiro sentido da Religião, que é a conexão com Deus, fazendo-nos melhores.

Espírito de Sistema


– Orson Peter Carrara

A palavra sistema é bastante utilizada atualmente, representando um conjunto de programas que executam tarefas definidas em sua programação de trabalho, especialmente considerando a realidade virtual, hoje totalmente expandida nos diversos segmentos sociais.

Por outro lado, também pode representar um padrão de condução de uma empresa, ou um sistema de vida, pessoal ou familiar, com critérios escolhidos livremente, como bem sabemos da condição humana e seus variados comportamentos, suas múltiplas escolhas. Em síntese, podemos dizer que é uma maneira de se conduzir, transformando-se em hábitos ou costumes, que acabam estabelecendo padrões de comportamento, saudáveis ou não. 

No conhecido livro “Parábolas e Ensinos de Jesus”, o ilustre Cairbar Schutel, no capítulo “O Espírito de Sistema e as novas verdades” faz lúcidas referências às sucessivas e penosas lutas das grandes personalidades humanas que transformaram o mundo, trazendo progressos variados, mas que tiveram – todos eles enfrentaram resistência em seu tempo – que lutar contra o “espírito de sistema”, ou esta mentalidade de resistência às novas descobertas ou às mudanças de modelos ultrapassados. Isso é histórico. É aquela mentalidade de desvalorizar esforços alheios, é aquela posição de desprezo para com as pessoas que se destacam e pensam diferente do modelo antes estabelecido. 

Por suas ideias e projetos muitos foram mortos, sacrificados, torturados, outros sacrificaram-se, imolaram-se no isolamento e na renuncia silenciosa, para legar – todos eles – os esforços de suas pesquisas, seus estudos, que ao longo do tempo, beneficiaram toda a humanidade. Não foram compreendidos quando apresentaram suas ideias, quando as divulgaram, sofrendo desprezos, humilhações, perseguições, morte, enfrentando os poderosos de os matizes que outro interesse não tinha senão manter o padrão estabelecido de que se beneficiavam.

E isso não mudou. A realidade atual mostra isso. O egoísmo ainda nos domina e ainda permanecemos fechados e irredutíveis aos pontos de vistas, aos sistemas a que nos escravizamos, nos condicionamos, deixando-nos conduzir por automatismos deploráveis, sem dar chance de abertura aos novos tempos, `às novas ideias, aos transformadores da sofrida realidade social.

Mas novos clarões já se projetam, pois, a Lei de Progresso é inevitável. 

Afirma Schutel no primeiro parágrafo de sua reflexão: “O mundo não tem progredido senão à custa de lutas e sofrimentos. Todas, as novas descobertas, todas as grandes verdades, todos os grandes homens não têm conseguido exercer a sua missão no nosso planeta senão com grandes sacrifícios e depois de uma luta terrível contra o espírito de ignorância, que ensombra todas as camadas sociais!”. E depois de valiosas considerações (sugerimos ao leitor buscar o texto na íntegra), ele coloca com propriedade:

“Cada jato de luz que vibra na mansão das trevas agita os ignorantes sistemáticos, assim como os lampejos do Sol alvoroça os morcegos e as corujas que só se comprazem com a noite.”
Não vou ficar nas transcrições, quero estimular o leitor a buscar o texto integral. Ele conclui referindo-se à luta das ideias espíritas frente à truculência das ideias materialistas, gradativamente sendo vencidas pela clareza de uma realidade patente que hoje já compreendemos.

Há uma frase, todavia, que chama muito a atenção nessas lutas. E que motivou a presente abordagem. Considera o benfeitor: “(...) a árvore dos bosques não cai ao primeiro golpe do machado; é preciso muitas “machadadas” (...)”. 

A comparação é belíssima nessas lutas que nunca cessam. É preciso mesmo perseverar, prosseguir e dar as constantes “machadadas” (a comparação em hipótese alguma é com a violência, mas com o trabalho continuado) da perseverança que vai vencer o preconceito, o orgulho, e especialmente o espírito de sistema, que teima em escravizar, prender, coibir iniciativas ou impedir o progresso e a felicidade, justamente pela mentalidade de egoísmo que ainda nos domina e que nos faz esquecer a solidariedade....

Mas como somos potencialmente bons, esse quadro vai passar e conquistaremos com trabalho a dignidade que deve nos caracterizar como filhos de Deus.