16/03/2010

Memórias de um cinquentão

As décadas se somam umas às outras, a idade vai alterando seus próprios dígitos e a memória vai acumulando lembranças e experiências.

Que dizer senão avaliar o que se viveu? Vivi alegrias imensas no presente mês ao poder abraçar pessoalmente as professoras Vânia Cerqueira e Célia Mamede, inesquecíveis personagens da vida escolar, ainda na infância em passagem para a adolescência, e com isso trazer à lembrança de gratidão as professoras Lúcia Zugliani Toniato, Nilza e Geni Napolitano, Dora Leme e Norma. Além, é claro, dos igualmente marcantes Roberto Toniato, Joscelina, Edna Napolitano e Rosa Laura, entre outros que igualmente fizeram nossa base escolar.
Depois vieram a Escola de Comércio em Dois Córregos, a Instituição Toledo de Ensino, em Bauru, e as experiências profissionais, antes na Leiteria Mineirense, depois no Escritório Mineirense, – marcante escola que trouxe experiência para a vida toda; futuramente um estágio na capital paulista e finalmente o Banco do Brasil. E há dez anos a vivência da vocação plena de vida: assessor de imprensa e editor.
Neste suceder de fatos, a constituição da família, a chegada dos filhos e a vivência plena junto a muitos professores de vida, nas experiências profissionais e mesmo nas bênçãos de abençoados amigos que fazem a nossa vida diariamente.
Isso tudo, numa síntese de poucos parágrafos, desperta sentimentos de muita gratidão e alegria. São muitas as pessoas que nos ensinaram viver, que se fazem presentes a cada dia – ainda que distantes no tempo ou fisicamente ausentes, seja porque já partiram ou porque estão mesmo distantes geograficamente –, despertando alegrias e memórias que nos fazem imenso bem.
Na prece de gratidão a Deus pelo alcance dos 50 anos – sem acidentes ou cirurgias ou outros comprometimentos –, revi na mente os exemplos de meus queridos pais e a companhia sempre presente e amiga da esposa e dos filhos; pude voltar ao passado e rever pela memória a banda no coreto, o Cine Central, e pessoas admiráveis que fizeram e fazem a vida de Mineiros do Tietê e toda a região com quem tanto convivi para aprender. Depois vieram Matão e sua extensa região, de quem muito igualmente tenho recebido.
São mesmo experiências marcantes. A publicação de livros, fruto do ideal espírita, a vinculação às memoráveis e conhecidas instituições de Mineiros do Tietê e o gosto de falar em público e escrever, motivam-me intensamente a duplicar sem cessar os exemplos que recebi de tantas notáveis personalidades durante a vida.
Por isso tudo, o sentimento é mesmo de gratidão. Gratidão à própria vida, a Deus e a esses admiráveis amigos em toda vida. Além de meus pais, irmãos, esposa e filhos e demais familiares, desejo citar – para encerrar essas rápidas memórias – os vultos marcantes de Pedro e Vicente Carrara, que influenciariam positiva e decisivamente minha vida pessoal.
Mas não é só. Augusto Zugliani, André Cherubim, Dilce Ferreira, Angelina Miranda Carrara, João Altemari, Carlos Alberto Pizzatto, Roque Paulucci, Sonia Marli, Américo Sucena, José Roberto Palhares, Vitório Osvaldo Felipe, José Niles Gonçalves Nucci, Divaldo Pereira Franco, Cairbar Schutel, Izaias Claro, Emanuel Cristiano e muitos outros amigos fizeram diferença em tudo que vivi. Impossível citar todos os nomes. Impossível, mas não poderia omitir-me nesses citados. E tudo isso porque Roberto e Josefa, a quem tudo devo, um dia resolveram se casar...
Os amigos se multiplicam todo dia e isso nos traz enorme felicidade. Desejo, pois, transmtir também meu abraço aos queridos leitores de toda semana. Vocês me motivam continuar escrevendo... Obrigado a todos!