06/05/2011

Entrevista ao Informativo SEJA - Campina Grande



Em entrevista, Orson nos conta um pouco do movimento espírita paulista e do trabalho que desenvolve na divulgação da doutrina. “Jesus aguarda pela nossa decisão e perseverança em espalhar o bem e a esperança por onde estivermos”, reforça o simpático expositor que aguarda ansioso a chegada à Campina Grande. No Informativo Especial do mês de junho da SEJA (aqui reproduzido), trazemos uma conversa amiga com nosso expositor e convidamos você a conhecê-lo melhor.


Informativo SEJA – Você é um expositor bastante conhecido no interior de São Paulo e em vários estados do Brasil, qual seu principal foco de atuação na divulgação espírita?
Orson Carrara – Dedico-me a palestras e textos em jornais, revistas e sites, além de organizar jornadas de outros palestrantes para diferentes regiões do Estado de São Paulo. Gosto muito de escrever e falar em público. O intenso relacionamento com as casas espíritas tem facilitado enormemente esse trabalho.


IS - Descreva sua atividade como articulador do movimento espírita para que o nosso leitor possa ter uma ideia dos trabalhos da doutrina no interior do estado de São Paulo.
OC - Tenho estado à frente da visita de muitos palestrantes em diferentes regiões do Estado. Procuro articular bem suas jornadas. Pelo contato e integração com diversas instituições espíritas, planejamos uma sequência lógica de cidades e casas, dividindo as despesas de locomoção e hospedagem, o que viabiliza o trabalho dos palestrantes. É uma experiência muito rica que promove intensa integração.


IS - Dentre os livros que você escreveu qual deles tem mais receptividade junto ao público?
OC - Noto que os temas com fundo psicológico atingem o público com mais facilidade, como o "Por que Adoecemos" e o "Tensão Emocional". Mas os livros doutrinários igualmente alcançam boa receptividade, especialmente pelo incentivo produzido pelas palestras. Dentre eles o "Ontem e Hoje com Kardec sempre atual" é minha menina dos meus olhos, pelo incentivo ao estudo da Revista Espírita. Por outro lado, gosto quando as pessoas comentam sobre o livro "Médiuns - quem são? Onde estão? Como atuam? Por que possuem a faculdade mediúnica?", pelo aspecto didático da obra. Já o "A Alma do Espiritismo", minha 10ª obra, considero meu melhor trabalho de pesquisa.


IS - Como surgiu a ideia para escrever esse último livro, A Alma do Espiritismo?
OC - A obra foi motivada por uma frase de Kardec, constante da Revista Espírita de dezembro de 1868, quando ele afirma que " A caridade é a alma do Espiritismo ". Certo dia, esta frase saltou-me aos olhos, na indicação clara da caridade em toda sua extensão. A partir daí fiz um estudo da caridade, desde o aspecto material até sua extensão ao aspecto moral e espiritual.


IS - Como tem sido a recepção do público com relação ao livro espírita, num contexto em que filmes e palestras em áudio e DVD fazem tanto sucesso?
OC - Excelente! A mentalidade humana amadureceu muito e já percebe a grandeza da informação espírita. Isso levou a maior procura de livros, CDs e DVDs, motivados, claro, pelos filmes e novelas com temática espírita. O público, todavia, necessita de estímulo para conhecer as obras, que podem e devem ser direcionadas pelos palestrantes e dirigentes, indicando-as, citando-as, para incentivas a leitura.


IS - Como surgiu o estudo A arte da escolha: o uso do livre-arbítrio, tema do seu seminário na SEJA?
OC - Esse tema foi motivado pelo estudo da pergunta 845 (Não constituem obstáculos ao exercício do livre-arbítrio as predisposições instintivas que o homem já traz consigo ao nascer?) e seguintes de O Livro dos Espíritos e especialmente pelas várias questões envolvidas com as decisões de vida no uso do livre arbítrio.


IS - Como você escolheu abordar esse tema no seminário a ser realizado na SEJA?
OC - Vou usar dinâmicas e reflexões junto ao público, para levá-los a pensar sobre o poder de escolha que temos conosco nas decisões diárias.


IS - Esse tema se liga a algum dos seus livros? Qual(is)?
OC – Sim, esse tema está ligado mais especialmente ao livro Reencarnação, face aos desdobramentos da questão do planejamento reencarnatório.


IS – Na cidade de Matão, onde você reside, quantas instituições espíritas existem?
OC - Matão conta com 5 instituições espíritas. É uma cidade agradável, com aproximadamente 75 mil habitantes. Aqui está viva a história de Cairbar Schutel, o Bandeirante do Espiritismo, que foi seu primeiro prefeito. Beneficiada por duas importantes rodovias do Estado (Washington Luiz e Faria Lima) e com um excelente parque industrial, é uma cidade progressista e de povo acolhedor.


IS – Quais os principais instrumentos de divulgação espírita na cidade?
OC – Temos uma coluna espírita no jornal local, fazemos feira e clube do livro espírita, eventos programados e programação costumeira de palestras na semana, além de eventuais programas de rádio e TV local.[DL1]


IS – Em suas palestras e seminários, você se refere muito a Caibar Schutel. Fale-nos brevemente sobre a vida desse divulgador do Espiritismo.
OC - Cairbar nasceu no Rio de Janeiro em 22/09/1868 e faleceu em Matão, em 30/01/1938. Exemplo de homem dedicado às causas do amor ao próximo, antes de tornar-se espírita, portava-se como autêntico cristão. Em busca de respostas às questões que o afligiam, chegou ao Espiritismo e a partir daí abandonou a política (ele foi o primeiro Prefeito da cidade, tendo sido o responsável pela emancipação do município) e dedicou-se ao Espiritismo integralmente. Fundou A Revista Internacional de Espiritismo e o jornal e a editora O CLARIM, que publicou seus livros e continua, nos dias de hoje, com o objetivo de divulgar a Doutrina Espírita. Autor de vários livros de estudos, tornou-se muito conhecido pela ação firme e postura coerente de amor ao próximo. Seus exemplos e casos conhecidos são marcantes para a história do Espiritismo no país e exterior. Pioneiro da divulgação espírita pelo rádio, recebeu os cognomes de Bandeirante do Espiritismo, O Espírita número 1 do Brasil e O Pai dos Pobres de Matão, este último justamente pela prática genuína da caridade em toda sua extensão. Guardamos imensa gratidão a Cairbar.


IS – O que gostaria de dizer aos amigos que o aguardam em Campina Grande?
OC - Desejo agradecer aos amigos pela oportunidade desse salutar convívio e pedir a todos nós que prossigamos na alegre e produtiva tarefa de divulgar e viver o Espiritismo. Jesus aguarda pelas nossas mãos, pela nossa decisão e perseverança em espalhar o bem e a esperança por onde estivermos.