07/06/2011

Essência da perfeição

Como distinguir a perfeição? Qual sua verdadeira essência? Onde ela se estrutura?

É fácil responder. Ela está na caridade. A caridade em toda sua extensão e abrangência, claro que não restrita na esmola ou na doação de coisas materiais. Mas sim a caridade, especialmente, dos relacionamentos. A caridade implica na prática de todas as outras virtudes.

Claro!  A caridade é amor, é tolerância, é paciência, é humildade, é resignação ativa, é perdão! O amor ou caridade compreende, aceita, auxilia, acolhe!

Basta lembrar a famosa Epístola de Paulo sobre a caridade. Basta lembrar os ensinos de Jesus ou mesmo a caridade de Deus para conosco, em todos os sentidos.

A caridade não acusa e mais, estende as mãos do auxílio. Atua no dever de amparar, vai ao encontro das misérias, inclusive das ocultas. Ela é solidária, ela confia, ele usa a fé e a esperança. A caridade jamais marginaliza, não tem preconceitos, não despreza, nem humilha. Ela, a caridade, é mãe de todas as virtudes, porque sempre se coloca no lugar do outro, pensa sempre na dificuldade alheia. A caridade não tem remorso, nem arrependimento, nem guarda culpas porque suas ações são sempre no sentido da bondade, da solidariedade, da fraternidade.

E há um detalhe encantador: quanto estamos em dúvida sobre qualquer questão de relacionamentos ou decisões a tomar, basta consultá-la. Ela responderá com critério e justiça, bondade e acolhimento, dará o norte para a ação.

A caridade não é omissa, ela age sempre no bem.

A caridade é virtude excelente, imprescindível. É a âncora que salva dos precipícios ou dos desastres morais. Notem os amigos que à sombra dessa excelente virtude viveremos em paz na Terra, porque nos respeitaremos e nos auxiliaremos mutuamente,  e no Céu também porque estaremos em harmonia com a própria consciência. Lembrando que céu e inferno são meros estados de consciência, ou seja, estaremos no céu da serenidade, da harmonia, da paz de consciência ou no inferno do arrependimento, da culpa, do remorso...

A caridade salva, isto é preserva dos desastres e quedas morais, porque ela é exatamente preventiva das misérias morais e sociais. A caridade sempre socorre, estende a mão, observa-se, avalia se os próprios gestos não trarão prejuízos e por aí afora. Vejamos, pois, a extensão da palavra e da própria virtude em si. Ela é doce, benfazeja, tranqüila, perene e serena.

Por isso Allan Kardec proclamou: 
Fora da caridade não há salvação. E estabeleceu como instrumentos de ação o tripé: Trabalho, Solidariedade, Tolerância.