08/07/2012

Em julho de 1927 e de 1932

                                                                                                                                                        
              Foi em 8 de julho de 1927, portanto, há 85 anos, que Chico Xavier psicografou sua primeira mensagem. Igualmente, em julho de 1932, há 80 anos, era lançado o livro Parnaso de Além-túmulo, o primeiro da série de obras psicografadas pelo mesmo médium. 

             Nem é preciso acrescentar outros dados ou informações sobre as obras trazidas pelo médium, seu exemplo pessoal de vida, plenamente caracterizada pela humildade e pela vivência autêntica do amor ao próximo , fartamente conhecida e divulgada pelas diversas mídias e que extrapolaram os limites do movimento espírita.

                Falecido há dez anos, em 2002, os exemplos de vida que inspiraram inclusive um filme e inúmeras obras biográficas, Chico Xavier tornou-se respeitado em todo o país e transformou-se em referência na vivência do Evangelho.  Como cidadão espírita, assimilou completamente a proposta do Espiritismo, vivendo-o em sua própria vida.

                Tendo recebido vários títulos e homenagens por todo país, sua participação no programa televisivo com o nome Pinga-Fogo, na década de 70, abriu caminho para a ampla divulgação espírita no país, graças à idoneidade e perfeita conexão de seu comportamento com o Evangelho de Jesus. Mas não foi só. Este foi apenas um detalhe de sua vida, repleta de dificuldades e ao mesmo tempo riquíssima de ensinos e exemplos de fidelidade ao bem.

                Humilhado, perseguido muitas vezes, caluniado, gradativamente tornou-se o mensageiro da esperança, no consolo oferecido a todos os que o buscavam em Pedro Leopoldo ou Uberaba. Recebeu muitas homenagens, foi alvo de programas de TV, foi indicado para o Premio Nobel da Paz, concedeu inúmeras entrevistas, nomeado com vários títulos que caracterizavam sua personalidade amorosa, mas nunca se distanciou do povo, permanecendo ao lado das aflições humanas, sem se separar de seu objetivo de vida.

                Uma frase que marcou muito sua trajetória, já quase ao final da existência, foi ter afirmado, entre tantas outras declarações valiosas, que “sentia-se como alguém que tinha um recado a transmitir e que agora aguardava o momento de retorno...”. 

                Realmente veio com uma programação de vida que soube cumprir fielmente, colhendo agora os frutos do dever cumprido, com a consciência plena de alguém que aprendeu a amar, que soube assimilar completamente o sentido e a essência do Evangelho de Jesus, vivendo-o na seara espírita, onde situou com a tarefa mediúnica orientada pelo conhecido Emmanuel.

                Não há como ignorar as duas importantes datas, em números expressivos: 85 anos da primeira psicografia e 80 anos de lançamento de seu primeiro livro, que abriram caminho à sua expressiva e incomparável obra à disposição do planeta, com material valioso para ser conhecido e estudado ainda por muitos séculos vindouros.