20/08/2012

Do conhecer e comprometer-se


por Orson Peter Carrara

                São exemplares os comportamentos daqueles que absorveram o conhecimento da proposta trazida pela Doutrina Espírita. Conheceram e se comprometeram. Foi o que aconteceu com Chico Xavier em toda sua conhecida trajetória de sacrifícios, humildade e perfeita conexão com o que conhecia.

                O mesmo pode ser dito de Yvonne do Amaral Pereira e Cairbar Schutel, por exemplo, sem deixarmos de lembrar Bezerra, Eurípides, Batuíra, entre tantos outros que podem ser citados, inclusive aqueles que não se tornaram tão conhecidos. E se sairmos do ambiente espírita, amplia-se igualmente o número daqueles que entenderam a finalidade de viver, mesmo que sem o conhecimento espírita.

                Situamo-nos, todavia, na rápida abordagem, no comprometimento de Yvonne e Cairbar. O primeiro, antes mesmo de conhecer o Espiritismo, já dava exemplos de perfeita conexão com os interesses da coletividade, envolvendo-se com várias iniciativas que beneficiassem os necessitados de toda ordem. Mais tarde, quando conheceu o Espiritismo, transformou sua vida num total comprometimento com a proposta do Espiritismo, merecendo o cognome de Bandeirante do Espiritismo, por todas as suas ações já conhecidas. 

                Yvonne, de vida sofrida, médium de muitas possibilidades e espírita de infância, materializou em ações concretas o que sabia, transformando-se em socorro vivo a muitas criaturas que lhe buscavam ou lhe escreviam, tornando-se referência doutrinária, especialmente no campo da mediunidade. Suas obras fazem compreender com perfeição o entendimento dos fundamentos espíritas. 

                Ambos escreveram muitos livros, foram contemporâneos, influenciaram varais gerações  de espíritas e principalmente viveram o Espiritismo, assim como Chico, cujo perfil de trabalho era outro, mas igualmente comprometido com a tarefa que abraçou.

                Os exemplos e a conduta desses nomes devem nos inspirar a vida e as ações. O que temos feito com o conhecimento que já acumulamos? Ainda somos apenas teóricos ou já conseguimos transformá-los em ações, ainda que pequenas? De que forma transformar o conhecimento em ações concretas, senão comprometendo-se com o que já sabemos?

                Quando nos lembramos do esforço de Jerônimo Mendonça, o conhecido Gigante Deitado, somos uma vez mais convidados a esse contínuo esforço de melhora e comprometimento. Meditemos mais a respeito. Lembremo-nos desses gigantes do caráter, gigantes da decisão, gigantes do desprendimento e do comprometimento. Seus exemplos de vida nos nortearão os passos ainda vacilantes.