20/12/2012

Fim do mundo?

por Orson Peter Carrara 


É bem ingênua a ideia do fim do mundo. Mas é um tema que domina as atenções. Não bastassem as especulações com profecias e debates científicos ou políticos, coincidem com o período que vivemos, nos últimos anos, de uma avalanche de desastres naturais com mortes coletivas e uma série de informações polêmicas e controvertidas. Basta citar como exemplo os terremotos no Haiti e Japão e as mortes provocadas pelas chuvas no Brasil, bem recentes.

Para estudar o assunto buscamos a lucidez de Allan Kardec e como sempre encontramos toda a clareza do ensino dos Espíritos e a inteligência do Codificador esclarecendo com propriedade sobre a intrigante questão, onde se enquadram mortes coletivas, transformação do planeta e flagelos destruidores.

Sugiro ao leitor consultar as questões 737 a 741 de O Livro dos Espíritos, onde o subtítulo Flagelos destruidores oferece farto material para reflexão. Também o capítulo III de O Evangelho Segundo o Espiritismo, comentando sobre as diferentes moradas na casa do Pai – ou nas diferentes categorias de mundos habitados – é igualmente rica fonte de ensinamentos, principalmente na questão da efetiva e real transformação do planeta de provas e expiações em mundo de regeneração, estágio atualmente enfrentado pela morada que nos acolhe. Tal referência, inclusive, motiva ao entendimento da diferença entre o que é prova e o que é expiação, temas que o leitor pode pesquisar nas questões 258 a 273 (para o caso das provas) e 990 a 1.000 (para o caso das expiações) de O Livro dos Espíritos e também o capítulo VII de O Céu e o Inferno – especialmente o item Código Penal da Vida Futura.

Mas não é só. O leitor também encontra precioso trecho do próprio Allan Kardec no último capítulo de A Gênese, o 18. – Os tempos são chegados, com os significativos subtítulos Sinais dos tempos e A geração nova. Referido capítulo, esquecido na igualmente esquecida obra, é muito atual. Parece até que foi escrito hoje, tamanha sua coerência e propriedade sobre o assunto.

Não, o mundo não vai acabar. Tranquilize seu coração, leitor. Estamos vivendo o fim de um ciclo moral, que determina o fim da violência e do egoísmo para adentrarmos a era da fraternidade, num ciclo novo que podemos chamar de regeneração. Aliás, é oportuno indicar também ao leitor a informação clara dos espíritos sobre a maneira pela qual se dará a renovação moral do planeta, sem violência espantosa repentina, num processo gradativo, conforme se pode encontrar na última questão de O Livro dos Espíritos e no oportuno já indicado capítulo de A Gênese.

Abstenho-me de transcrições, pois objetivo é destinar o leitor à pesquisa direta nas fontes indicadas, o que trará muito mais conteúdo para estudo e reflexão. Atento ao estudo é possível compreender a naturalidade da Lei de Destruição e de Progresso, entre outras.

E para conforto abrangente ao coração na análise dos temas envolvidos, sugiro ainda o capítulo V de O Evangelho Segundo o Espiritismo, especialmente nos itens 18 – Bem e mal sofrer, 19 – O mal e o remédio, 23 – Os tormentos voluntários e 26 – Provas voluntárias. O verdadeiro cicílio. Tudo isso fornece material para perder o medo e continuar caminhando com decisão e vontade. O mundo não vai acabar. Fomos criados para o progresso e este nos pede renovação dos valores morais. O assunto comporta mais desdobramentos que indico ao leitor pesquisar principalmente nas questões 172 a 185, que trata da encarnação nos diferentes mundos, pois que a renovação do planeta indica mudança para outras moradas para muitos dos habitantes da Terra. Tais questões respondem sobre as condições de permanência ou mudança. Portanto, eis um assunto empolgante para estudar e pesquisar.