17/01/2013

Um primo padre


Orson Peter Carrara
               
                O texto abaixo escrevi para comentar a ordenação de um padre, primo de minha esposa. Publiquei-o em jornal da cidade em que ambos nascemos, em homenagem a ele pela conquista e pelas tarefas que abraça. Pelas reflexões que o tema proporciona, achei útil partilhá-lo em meus escritos. O teor completo segue a partir do próximo parágrafo.
          Quando me casei, em 1982, ele era apenas um bebê, de um mês e pouco. Acompanhamos, na família, sua primeira infância. Seus pais, João e Alda, muito conhecidos na cidade, muito desejaram um filho, que afinal veio após vários anos de casamento. E veio com tarefa definida. Trouxe consigo a vocação para o sacerdócio.
                A repentina morte de seu pai, João Marana – competente e respeitado profissional –, que partiu muito cedo, foi difícil para a família toda e, claro, para o então adolescente André. Fui incumbindo de levar-lhe a difícil notícia. Nunca pude esquecer sua resignação e aceitação do inevitável.
         Sua história de vocação para o sacerdócio trouxe muita felicidade para a família, tradicionalmente católica, especialmente os avós e tios. Lendo o relato da Ordenação Presbiteral, inclusive com dados biográficos, pode-se perceber com clareza o esforço e o direcionamento  claro de uma alma determinada e com tarefa definida.
              Parabéns André! A tarefa sacerdotal quando identificada com o ideal cristão significa peculiar oportunidade de trabalho no campo do bem, no auxílio e orientação às pessoas e ao próprio trabalho em si de liderança e exemplos de fé. A religião, como se sabe, é alimento para alma e não importa a denominação que tenha, mas que cumpra sua finalidade de suprir a verdadeira ânsia da alma, que é aprender a amar! E os líderes das religiões trazem consigo esse dever: o de estimular nos corações a fé genuina e amor que devemos desenvolver.
         As diferenças de interpretação do Evangelho – única e verdadeira luz – são meros detalhes que apenas atendem aos estágios de entendimento e amadurecimento e são de pouca importância, porque como já proferiu um grande sábio, a melhor religião é aquela que nos faz melhores.
             Sua missão dentro da Igreja inicia-se com a alegria de toda a família e votos de todos que te conhecem, para que sua trajetória seja de luz e harmonia. Que use sua voz, sua memória, seu raciocínio, tua ânsia de servir e amar, em favor daqueles que te procurem.
             Estamos todos vibrando por tua tarefa agora iniciada! E como Deus está presente em toda parte, cuidando de cada um nós, não te faltarão inspiração, amparo, proteção para os desafios que virão e as tarefas que a vida te encaminhará na condução de muitas almas que necessitam do pão espiritual. 
             Penso que é motivo de orgulho para a cidade ter um de seus filhos como Padre que inicia seu apostolado! Prossiga, pois, meu amigo! E se algo te posso dizer, de coração, de mim mesmo, eu te diria o que sempre disse aos filhos: Nunca te esqueças de Jesus! Afinal Ele é a luz do mundo, Ele é o sol que irradia em favor de todos nós!
             Particularmente, permita-me dizer-lhe que estou muito feliz pela tua decisão de vida. O mundo precisa muito de almas pacificadas, que harmonizem o ambiente onde vivem. E você trouxe esta tarefa contigo. Deus te ampare os caminhos!