01/06/2016

Atordoados, anestesiados, sofridos

Todos podemos auxiliar!

Tivemos a oportunidade de entrevistar um membro do Conselho Diretor do conhecido CVV, instituição que disponibiliza plantões telefônicos para ouvir os dramas humanos e de alguma forma ajudar criaturas em situações difíceis. Antonio Carlos Braga dos Santos é espírita há 30 anos, nasceu e reside na capital paulista, é economista, vincula-se à Aliança Espírita Evangélica e sensibilizado por capítulo específico do livro Memórias de um Suicida (edição FEB, de Yvonne Pereira) e especialmente pelo grande flagelo social do suicídio, respondeu-nos entre outras, perguntas sobre o enfrentamento natural que precisamos conquistar para tratar do doloroso tema e também sobre a questão das mortes repentinas, acidentais ou de outras causas que sempre surpreendem a vida humana. Acompanhe as duas respostas selecionadas:
(...)
3 - Na experiência de prevenção com pessoas no caminho do suicídio, o que gostaria de relatar?
Primeiro o tema suicídio precisa sair das sobras, precisa da luz do esclarecimento, retirarmos o medo e o tabu. Precisamos falar abertamente sobre o assunto. O CVV é a referência no Brasil, seu trabalho precisa ser divulgado, seu conhecimento de mais de 50 anos de experiência precisa ser difundido. A prevenção começa com o esclarecimento. Há 20 anos não falávamos “Câncer” mas "aquela doença”. Uma intensa campanha de prevenção ao câncer de mama tomou conta do Brasil e do Mundo. Foi esclarecido que câncer de mama pode ser identificado e tratado.
O mesmo precisa ser feito com o suicídio. Não é uma doença, mas 90% das pessoas que cometem suicídio estão vivendo um transtorno mental sendo a depressão o de maior prevalência. Por isso que a OMS fala que a suicídio é um questão de saúde pública e pode ser prevenido.

4 - E no atendimento aos espíritos que exterminaram a própria vida, o que mais lhe chama atenção?
O sofrimento emocional que viviam antes do ato se soma agora ao tormento por não entender o estado em que se encontram, tiraram a própria vida, mas continuam vivos. Estão atordoados, anestesiados, impossibilitados de até perceber a ajuda dos irmãos espirituais em seu favor. Nos chamou a atenção que não são somente os espíritos de suicidas a serem socorridos, mas todos aqueles vítimas de mortes violentas. Acidentes, catástrofes, homicídios, guerras e conflitos. São milhões de almas em desespero, dor e sofrimento.

Nosso entrevistado organizou a cartilha SUICIDIO – UMA EPIDEMIA SILENCIOSA, que está disponível gratuitamente para download no site www.idelivraria.com.br . Objetivo é sensibilizar grupos a se unirem para vibrar em favor dessas pessoas vitimadas fatalmente por essas situações para atenuar-lhes o desalento, a perturbação.
É uma tarefa que todos podemos fazer, em auxílio de assistência a esses irmãos em dificuldade. Todos podemos ajudar.



Orson Peter Carrara