02/03/2017

Não te ajudar a viver seria não te amar

Orson Peter Carrara – orsonpeter92@gmail.com

O título da presente abordagem é uma resposta. Ela foi dada diante da indagação sobre o amparo também nas questões materiais. Para situar o leitor, é oportuno reproduzir trecho parcial da indagação: “(...) mas gostaríeis de me dizer se essa proteção se estende também às coisas materiais da vida? “  A reposta é marcante: “Neste mundo, a vida material importa muito; não te ajudar a viver, seria não te amar”.

Há que se considerar sim, com ênfase, a importância da vida material face aos desafios de crescimento e aprendizado. Face à luta que a mesma apresenta, em vários sentidos, nada mais justo compreender que a assistência abranja também a vida material.

O ajudar a viver, como bem afirmado, é amar aquele a quem se dirige proteção. E isso naturalmente inclui as lutas materiais, de sobrevivência inclusive, óbvio.
Busque-se as lições imorredouras do Mestre da Humanidade e encontramos: Buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça e todas as coisas vos serão acrescentadas.

Pensemos na expressão todas as coisas, incluída no ensino imortal. Ali estão compreendidas as materiais e as espirituais. Embora ali constantes, estão disponíveis somente para os que buscam em primeiro lugar o reino de Deus. Os demais não estão deserdados, mas também não usufruem. A herança permanece intocável, pendente, todavia, da cláusula suspensiva ou condicionante do Buscai primeiro.

E aí entra o entendimento das expressões Reino de Deus e sua justiça e mesmo do Buscai primeiro. O que está contido nessas indicações? Como leitor entende esses parâmetros de orientações? Veja que aí cabem muitas reflexões e desdobramentos que deixamos ao estudo e pesquisa do leitor.

O que nos move é mesmo destacar o amparo que nunca falta, inclusive materialmente, mas embora para todos, pendentes e condicionantes também de nosso esforço em buscar primeiro o Reino de Deus. Fator que, quando existente, abre os caminhos do mérito e do amparo imediato e incondicional.

É justo. As pérolas celestiais não são lançadas a esmo pela Divindade, mas incrustadas com carinho, uma a uma, na tiara imortal dos que amam e têm fé em Deus.
Daí a afirmação: Não te ajudar a viver seria não te amar.
Essa resposta afirmação está em Obras Póstumas, capítulo terceiro da segunda parte, no item Meu guia espiritual, em comunicação de 09 de abril de 1856, e foi dada ao ilustre Codificador.

Agora convido o leitor pensar na sempre presente assistência, nunca faltante, nas diferentes situações da vida, onde o amparo é palpável, basta aguçarmos a sensibilidade e constatar com facilidade que esse fecundo amor está aí presente, nos ajudando viver.
Tais considerações, inclusive com pequenas transcrições parciais, aproveitamos do livro O Esplendor das Bem-Aventuranças, do amigo Mário Frigéri, da Editora Mundo Maior. Está no capítulo Filigranas de André Luiz, inclusive lembrado com O Caso Ester, citado no livro Missionários da Luz, capítulo 11 – Intercessão, que recomendamos aos leitores.


É que a presença do amor sempre age, sempre socorre, sempre ampara...