Cura pela fé - em A GÊNESE - cap. XV
Curas e fé
– Orson Peter Carrara
No conhecido episódio narrado por Marcos (cap. V, 25 a 34),
no caso da mulher enferma da perda de sangue havia muitos anos, o diálogo
oferece interessantes oportunidades de aprendizado. Kardec tratou do assunto no
capítulo XV de A Gênese (item 10),
apresentando as importantes e seguintes considerações a partir da genial
indagação (aqui parcialmente transcritas):
“(...) Mas, por que essa irradiação se dirigiu para aquela
mulher e não para outras pessoas, uma vez que Jesus não pensava nela e tinha a
cercá-lo a multidão? É bem simples a razão. Considerado
como matéria terapêutica, o fluido tem que atingir a matéria orgânica, a
fim de repará-la;
pode então
ser dirigido sobre o mal pela vontade do curador, ou atraído pelo desejo ardente,
pela confiança, numa palavra: pela fé do doente. Com relação à corrente
fluídica, o primeiro age como uma bomba calcante e o segundo como uma bomba
aspirante. Algumas vezes, é necessária a simultaneidade das
duas ações; doutras, basta uma só.
O segundo caso foi o que ocorreu na circunstância de que tratamos. Razão, pois, tinha Jesus para
dizer: Tua fé te salvou. Compreende-se que a fé a
que ele se referia não é uma virtude mística,
qual a entendem muitas
pessoas, mas uma verdadeira força
atrativa, de sorte que
aquele que não a possui opõe à corrente fluídica uma força repulsiva, ou, pelo
menos, uma força de inércia,
que paralisa a ação. Assim sendo, também, se compreende que, apresentando-se ao curador dois doentes da
mesma enfermidade, possa um ser
curado e outro não. É este um dos mais importantes princípios da mediunidade curadora e que explica certas anomalias
aparentes, apontando-lhes uma causa muito natural. (Cap. XIV, nos 31, 32 e
33.)”. Nada a acrescentar.
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