Dormindo agora, chorando depois
Inquietam-se pela execução dos próprios desejos – Orson Peter Carrara
E depois choram sob o látego da consciência. Sim! Junte o
título acima com a frase que inicia o presente parágrafo: Inquietam-se pela
execução dos próprios desejos e depois choram sob o látego da consciência.
Afirmação é dura, mas exprime uma realidade ainda presente.
Obreiros distraídos quando despertam que esqueceram ou
negligenciaram os mandatos ou compromissos que traziam consigo, depois do
rápido estágio carnal, ao despertarem na realidade espiritual confrontam a si
mesmos pela cobrança consciencial. E aí imploramos (podemos nos incluir, não é
mesmo?) retorno para reconstruir a paz de consciência.
O raciocínio é de Emmanuel que coloca: “(...) o Mestre
continua em esforço incessante e prossegue convocando cooperadores devotados à
colaboração necessária. (...)”. Mas acrescenta igualmente a importante
ponderação: “(...) Claro que não confia tarefas de importância fundamental a
Espíritos inexperientes ou ignorantes; mas, é imperioso reconhecer o reduzido
número daqueles que não adormecem no mundo, enquanto Jesus aguarda resultados
da incumbência que lhes foi cometida. (...)”.
É a situação mais comum entre nós: abraçamos compromissos
quando viemos e adormecemos distraídos, para sofrer depois o abandono ou
negligência da tarefa abraçada.
Esse “dormir” é a indiferença, ou a omissão. É também o não
atender à tarefa ou desprezá-la.
Emmanuel desenvolve esse raciocínio em texto muito compacto
que se encontra disponível no capítulo 88 – Velar com Jesus, do livro Caminho,
Verdade e Vida (edição FEB), baseando-se na anotação de Mateus (26:40): “E,
voltando-se para os seus discípulos, achou-os adormecidos e disse a Pedro:
Então, nem uma hora pudeste velar comigo?”.
E expressando grande verdade, ele inicia o capítulo com essa
importante informação: “Jesus veio à Terra acordar os homens para a vida maior.”
Muitos, todavia, preferem continuar o sono das ilusões, indiferentes ao fato
principal também expresso no texto do Benfeitor com outras palavras: os dias na
Terra são rápidos. Breve estaremos de volta à realidade de criaturas imortais,
defrontadas com as decepções e frustrações criadas por nós mesmos e decorrentes
de ilusões variadas que a vida material oferece, embora a vida material seja
muito necessária.
O fato da imortalidade deverá mudar completamente em nós a
noção de nosso papel como filhos imortais da Inteligência Suprema. Mas é
preciso entendimento mais amplo dessa reflexão, que será absorvido pela
observação mais atenta de nós mesmos e da Sabedoria Divina em tudo expressa.
Para não nos distrairmos e também não ficarmos adormecidos diante da dinâmica
de progresso da própria vida. Abramos os olhos.
Se possível, busque seu exemplar ou pesquise virtualmente
para ler o texto na íntegra.
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