Enganadores
Mistificadores
– Obsessores – Orson Peter Carrara
Esse é o título do capítulo V do extraordinário livro Devassando
o Invisível, de Yvonne do Amaral Pereira, editado pela FEB e lançado em
1963. O próprio título já indica seu conteúdo que traz narrativas das incursões
da médium no plano espiritual como indicado por ela mesma na valiosa Introdução.
É, sem dúvida, obra para ser lida, estudada, divulgada e constantemente
consultada, face ao expressivo valor doutrinário de suas páginas.
No capítulo que nos ocupamos, além de definir em poucas
palavras o significado de mistificar – que aqui reproduzimos: ato de
enganar, iludir, lograr, abusar da credulidade de alguém, engodar – valendo-se
de ardis e subterfúgios, malícia e mesmo maldade (usando transcrição
parcial do próprio texto, que por sua vez vale-se dos dicionários), ela
classifica os mistificadores:
a) a) Inofensivos, brincalhões – são os
que levam o tempo alegremente e também levianamente, cujas ociosidades e
futilidades só a si mesmos prejudicam;
b) b) Hipócritas, perigosos, portanto –
sabem enganar porque se rodeiam de falsa seriedade, a qual mantém apoiados em
certa firmeza de lógica e a quem somete observadores muito prudentes saberão
descobrir;
E acrescenta:
“(...) Na Terra, como no Espaço, proliferam também esses,
quer encarnados, como homens, que como Espíritos já desencarnados, causando no
seio das duas sociedades sérios desequilíbrios e danos vultosos, não raro
desorganizando a vida e os feitos dos incautos que se deixam embair pelas suas
atitudes dúbias. Dentro do Espiritismo, costumam estes, os desencarnados,
causar sérios prejuízos aos médiuns orgulhosos e insubmissos à disciplina em
geral, que a boa prática da Doutrina recomenda, e também entre diretores de
organizações espíritas pouco competentes, moral e intelectualmente, para o
importante mister. (...)”. O trecho é valioso e traz mais conteúdo na sequencia
que recomendo ao leitor consultar diretamente na obra.
Yvonne, todavia, traz também o que ela chama de uma terceira
classe de mistificadores, “(...) a mais impressionante que se nos tem
deparado ao longo exercício da nossa mediunidade, a mais perturbadora, perigosa
e difícil de ser combatida (...)”, conforme suas próprias palavras. Ela os
classifica de mistificadores-obsessores, razão do título do capítulo.
O capítulo, composto de quase duas dezenas de páginas, é um
tesouro doutrinário de alerta aos estudiosos e pesquisadores. Eu teria que
fazer várias transcrições parciais, mas o ideal é que se conheça o conteúdo na
íntegra, lendo o capítulo todo. Até porque ela traz um caso real, da própria
família. Perderemos muito se eu fizer aqui apenas pequenas transcrições, pois o
texto é muito valioso.
Então, com alegria remeto o leitor ao citado capítulo, cujo
livro também está disponível na net.
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