Um filmaço
Quarto
de guerra – Orson Peter Carrara
Existem filmes que merecem abordagens específicas e muita
divulgação para que alcancem mais e mais pessoas, tal a mensagem que trazem nos
diálogos, cenas e personagens, e mesmo no conjunto da história em si. Já fiz
muitas indicações de filmes. Esse não poderia ser diferente.
O título parece agressivo, mas seu significado é o oposto de
um conflito. Expressa na verdade uma conexão com o Evangelho. Com todo o
simbolismo ali embutido, nas vivas comparações entre os ensinos de Jesus e a
realidade do cotidiano humano, o filme é uma valorização marcante sobre a fé, a
prece e a sintonia com os poderes superiores que governam a vida.
Busquei a sinopse que transcrevo ao leitor:
“Quarto de Guerra (War Room) é um drama
cristão de 2015 que acompanha a jornada de Elizabeth e Tony, um casal à beira
do divórcio. A trama foca no poder da oração quando Elizabeth aprende com uma
senhora idosa a criar um "quarto de guerra" — um espaço isolado usado
para travar batalhas espirituais e salvar seu casamento.”
Valorizando estratégias marcantes, a produção americana tem
2h de duração, no gênero drama/filme cristão e impecável atuação dos atores. E
consegue transmitir aos telespectadores a maior necessidade de nosso tempo: a
conexão com o Evangelho, ainda mantido distante, coletivamente considerado, da
vivência e dos relacionamentos.
Trazendo à tona realidades muito comuns da atualidade, a
crença em si e seus hábitos ou práticas permanecem secundárias, sobressaltando
ao raciocínio os valores do perdão e da fé ativa, independente das
interpretações religiosas tão distintas que ainda nos caracterizam. O grande
detalhe é este: independente da maneira como entendemos ou praticamos a fé, ela
é recurso poderoso e indispensável na superação dos desafios, conseguindo
prodígios quando colocada em devida prática. A personagem principal recebeu sugestões
de uma viúva experiente que lhe ajudou a recuperar a vida conjugal. E os
exemplos são comoventes.
Apesar das adaptações ao cinema, o chamamento é marcante,
comovente. Mesmo os mais incrédulos vão perceber que se trata de uma grande
necessidade, levantar-se das adversidades e seguir adiante, confiante e ativo,
para o bem geral, vencendo os empecilhos trazidos pelo orgulho e pela vaidade.
E há uma cena que vai fazer o leitor pensar – que não
antecipo, apenas cito: na casa onde foi estabelecido o “quarto de guerra”, um
pastor que foi comprar a casa, ao adentrar aquele cômodo traz uma lição
extraordinária, que normalmente esquecemos. Mas deixo ao leitor curtir e pensar
no valor da referida cena.
Deixo aqui a sugestão. Não deixe de ver. É filme para ser
exibido em todos os canais de TV, em rede nacional, para todos os públicos. O
Brasil e o mundo estão precisando pensar nisso, para reduzir ou extinguir as
mediocridades de nosso tempo. Você vai encontrar fácil nas plataformas para ver
e se emocionar.
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