Medição por milênios
Somos
medidos por milênios – Orson Peter Carrara
O leitor há de concordar comigo que a evolução moral é bem
mais lenta que o progresso material. Avança a ciência, em todos os aspectos,
mas do ponto de vista moral – considerada coletivamente – a humanidade tem
graves desafios a vencer. Basta verificar a tecnologia tão avançada, sendo
usada para crimes e fraudes, além das agressividades variadas e mesmo a guerra,
entre outros tantos pontos atualmente conhecidos. É a carência moral ainda
presente.
O progresso moral, todavia, abre ao espírito imortal o
acesso a planos mais elevados, em panoramas por enquanto ainda inalcançáveis.
Em mundos cujo contexto ainda não conhecemos, inclusive do ponto de vista
material, em moradas moralmente mais felizes.
Aqui, nas condições atuais do planeta e no estágio moral que
a maioria de nós permanece, não ganhamos ainda o acesso, ou ingresso – numa boa
comparação, para mundos melhores. Temos que conquistar aqui, os requisitos das
virtudes que permitem aquele acesso. E somos carinhosamente acompanhados nesse
esforço, inclusive com o apoio de Espíritos melhores que ainda encarnam para
nos ensinar como fazer. Nem sempre, todavia, prestamos atenção.
Então, se podemos usar essa expressão – somos medidos,
observados, acompanhados, em termos de milênio, pois o progresso moral é
realmente lento. Só gradativamente vamos percebendo os prejuízos das mazelas
morais e tomando consciência de que a renúncia ao egoísmo, aos apegos de toda
espécie e a substituição do orgulho pela humildade são as condições para novas
conquistas.
Administradores siderais acompanham o progresso coletivo
para desencadearem novas ações – resultantes de méritos coletivos que
igualmente também vão sendo adquiridos – que auxiliem no processo de
desenvolvimento. Com a visão do todo, atemporal e coletivamente observados,
eles visualizam os progressos alcançados e abrem novas perspectivas.
Isso, de maneira geral, em avaliação por milênios – não que
isso seja regra em todos os casos.
E sempre observando também os méritos coletivos. Nada mais
justo e lógico. Se aqui no planeta, utilizamos também nossas pesquisas e
medições, porque seria diferente?
A frase título foi proferida pelo amigo, médium e
palestrante espírita Marco Maiuri, que também nos deixou dois apontamentos que
fecham a questão:
1 - As Esferas superiores que possuem as rédeas diretoras
da vida Universal trabalham com os ciclos evolutivos, de modo que uma mudança
efetiva ocorre mesmo de milênio em milênio.
2 - Quando os homens conseguirem equilibrar a
inteligência moral com a intelectual, estas serão as asas da libertação dos
seres humanos.
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