Somos ainda um tanto perigosos

 



Grau de periculosidade – Orson Peter Carrara

 

Durante as gravações da série As bem aventuranças e suas virtudes, com Maroísa Baio, e disponíveis os episódios (com média de 20 minutos) no canal de youtube da Agenda Espírita Brasil, na gravação sobre a virtude da compaixão (ligada à bem aventurança da misericórdia), a citada amiga virtual trouxe uma frase de Chico Xavier no contexto de comovente história que eu não me lembrava ou mesmo não conhecia, que usou a expressão que uso como título.

A expressão chamou minha atenção e logo pensei na produção de pequena apreciação textual que ora divido com os amigos.

A frase é: “(...) geralmente temos, (...) determinado grau de periculosidade e que, em virtude disso, precisamos da misericórdia de todos (...)”

Ela está inclusa numa história do garoto Pedro, de seis anos de idade, que foi atropelado, onde Chico traz a síntese da ocorrência, como também detalha o diálogo entre ambos. Ela integra a questão 112 – Mensagem aos que sofrem, constante do livro A Terra e o Semeador (edição IDE, autoria de Emmanuel), que traz entrevistas selecionadas de 1958 a 1975 e com Organização e notas de Salvador Gentile e Hércio Marcos Cintra Arantes.

Na mesma resposta encontramos:

Em várias ocasiões, achamo-nos sob clima psicológico difícil. (...) Todos estamos presos a circunstâncias, a provações, problemas e lutas. Quem de nós não está encerrado em alguma estreiteza, dentro dos nossos próprios sonhos e ideais na própria vida humana?

O fato, porém, motivador da presente apreciação, é que no estágio que estamos e tem razão nosso Chico, guardamos interiormente algum grau de periculosidade. A palavra, como se sabe, refere-se a algum risco ou perigo. Convenhamos que, de certa forma, somos um tanto perigosos, quando defrontados, contrariados. Nem sempre é possível dimensionar reações. Nas situações, circunstâncias e relacionamentos, sempre há riscos variados.

Por isso, a lembrança de que todos precisamos de tolerância e compreensão uns com os outros. Ou, em outras palavras, de compaixão para com nossas fraquezas, o que não é diferente de nossa parte para com os outros. Por isso a recomendação de Jesus: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia”.

Sugiro leitura da história do garoto acima citado (item 112) no link:

https://www.bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Ats/Ats10.htm

Sugiro igualmente aos leitores verem os dois vídeos da série acima referida. Pela qualidade da apresentação, não deixem de ver.

Vídeo 1 – Exortação à compaixão – traduções –

Link: https://youtu.be/yP_8mtnqN5M

Vídeo 2 – Exortação à compaixão – a virtude –

https://youtu.be/P_-Vqg4c3xM


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