Na prática legítima
Feridos
na bolsa recuam apressados – Orson Peter Carrara
O sábio Emmanuel faz considerações importantes no capítulo
53 – Pregações, constante do livro Fonte Viva. Valendo-se da
premissa de que “(...) na prática legítima do Evangelho não nos cabe apenas
gastar o que temos, mas também dar do que somos (...)”, ele traz alguns exemplos
de fugas e justificativas que muitos de nós nos permitimos na tarefa do bem.
Vejamos:
1 - Há numerosos companheiros (...) discorrendo
preciosamente sobre os méritos da bondade e da fé, mas, se convidados a
contribuir nas boas obras, sentem-se feridos na bolsa e recuam apressados, sob
disparatadas alegações;
2 – (...) afastam-se para diferentes setores, onde a boa
doutrina lhes não constitua incômodo à vida calma (...);
3 – (...) não basta derramar o cofre e solucionar
questões ligadas à experiência do corpo. É imprescindível darmo-nos, através do
suor da colaboração e do esforço espontâneo na solidariedade (...);
São trechos parciais da bela lição. Convidam-nos a pensar
mais. E acrescenta:
Quem, de algum modo, não se empenha a benefício dos
companheiros, apenas conhece as lições do Alto nos círculos da palavra.
Afinal, acentua: Quem ajuda e sofre por devoção à Boa
Nova, recolhe suprimentos celestes de força para agir no progresso geral.
Recorda Jesus que fez doação de si mesmo pelo bem de todos e
conclui com a sabedoria que lhe é peculiar:
Pregadores que não gastam e nem se gastam pelo
engrandecimento das ideias redentoras do Cristianismo são orquídeas do
Evangelho sobre o apoio problemático das possibilidades alheias; mas aquele que ensina e exemplifica, aprendendo a sacrificar-se
pelo erguimento de todos, é a árvore robusta do Eterno Bem, manifestando o
Senhor no solo rico da verdadeira fraternidade.
Que conclusão! Notemos as expressões:
a) que não gastam e nem se gastam;
b) aprendendo a sacrificar-se pelo erguimento de todos. Eis um programa de trabalho!
Paremos para pensar no magnífico recado que a mensagem
contém.
A lição toda é manancial para profundas reflexões sobre nós
mesmos... como estamos diante dessas questões? Sugiro buscar o capítulo na
íntegra.
Afinal, como deixou claro: na prática legítima do
Evangelho não nos cabe apenas gastar o que temos, mas também dar do que somos.
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