Bons e maus estão sempre atentos


 

Bons e sábios e também perversos estão atentos – Orson Peter Carrara

 

Num texto curto, fruto da sabedoria do nobre Emmanuel, numa lição esquecida, num livro igualmente pouco citado, está a preciosa lição Orar, capítulo 17 do livro Taça de Luz.

Utilizando-se da conhecida afirmação de Jesus, Pedi e Obtereis, o benfeitor espiritual tece valiosas observações sobre o ato de orar, partindo da expressiva afirmação: Qualquer propósito é oração (...) Nesse sentido, todo anseio recebe resposta, que por si só já abre perspectivas de estudo. Trazemos, todavia, alguns destaques do precioso texto:

 

1 - Há orações que são atendidas, de imediato enquanto que outras, à maneira de sementes raras, reclamam largo tempo para a germinação, florescimento e frutificação.

2 - As rogativas do bem elevam-se às Esferas Superiores, ao passo que os anelos do mal descem às zonas de purgação das trevas indefiníveis.

 

Por isso, exatamente em função dos itens acima transcritos, há uma afirmação que precisamos estar atentos:

 

 Anjos existem, habilitados a satisfazer aos bons, da mesma forma que entidades da sombra se acham a postos, a fim de colaborarem com os maus.

 

Grifos no texto são meus. Os destaques, ligados entre si, inspiraram a presente abordagem e o título que chama nossa atenção, revelando verdades que nem sempre cogitamos. O texto completo é profundo, embora bem curto, que o autor conclui com sabedoria:  desejar é função de todos, enquanto que orar com proveito é serviço que raros corações sabem fazer.

Emmanuel chega sugerir que façamos seleção do que desejamos, pois os vínculos de sintonia se estabelecem mesmo, naturalmente, como ensina a lição.

O fato principal entre nossos pedidos (nem sempre coerentes ou dignos) e a sintonia superior ou inferior é que sempre haverá executores para atender. Note-se a gravidade da informação: os executores invisíveis se manifestarão ativos, contribuindo na realização de nossos projetos, de conformidade com a natureza de nossas intenções. E como pondera o autor, nem sempre sabemos pedir, pois normalmente ignoramos a essência de nossas reais necessidades, é preciso vigilância para aprendermos a selecionar o teor de nossas aspirações. A questão toda é das intenções e também da qualidade moral do executor invisível que atraímos...

 

 

 


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