Trabalho no bem suspende cobranças

 





Que a execução seja suspensa – Orson Peter Carrara

 

Que o digam os réus, juízes, advogados de defesa e acusação, sobre os detalhes e desdobramentos de uma ação judicial, qualquer que seja sua natureza. Há que se juntar documentos, anexar provas, debater, estudar, perder ou vencer a causa e colocar em cumprimento ou execução a pena decorrente do julgamento.

E como é o cumprimento de uma pena consciencial, não executada por tribunais humanos, mas decorrente da Justiça Divina, que está acima das frágeis decisões humanas? Nela, não há privilégios, nem preferências, é estável e perfeita, sem os chamados “jeitinhos” ou mesmo sem qualquer burla, tão comuns no cotidiano da vida humana.

O assunto é amplamente apresentado por Kardec no Código Penal da Vida Futura, constante do livro O Céu e o Inferno, em magistral documento que sempre precisamos consultar para ampliar a reflexão. Mas, apresento também, entre tantas outras reflexões disponíveis, trechos parciais do capítulo 4 – Remuneração Espiritual, constante do livro Perante Jesus (edição FEB/IDEAL), de Emmanuel.

A bela lição traz vários exemplos, destacando a remuneração espiritual advinda dos esforços variados que possamos nos dedicar, além da remuneração salarial do trabalho material, promovendo o desenvolvimento intelecto moral de todo aquele que se esforça e se dedica às boas causas de si mesmo ou em favor de terceiros.

E destaca com sabedoria que esses esforços continuados, quando se transformam no prazer de servir, vai gerar um efeito extraordinário (e aqui transcrevemos o autor): “(...) toda vez que a Justiça Divina nos procura no endereço exato para execução das sentenças que lavramos contra nós próprios, segundo as leis de causa e efeito, se nos encontra em serviço ao próximo, manda a Divina Misericórdia que a execução seja suspensa, por tempo indeterminado (...)”.

As pendências do passado remoto ou recente são trazidas pela Lei de Causa e Efeito. A consciência cobra de si mesmo a execução de autorreparação, impondo-se situações que reparem os equívocos guardados em si mesma. E quando chega o momento da cobrança, previsto no planejamento reencarnatório, se estivermos em trabalho ativo pelo bem geral para o próximo, a execução é suspensa, por tempo indeterminado.

E mais. Vejamos que extraordinário (também transcrevo o autor): “(...) a influência de todos aqueles a quem, porventura, tenhamos prestado algum benefício aparece em nosso auxílio, já que semelhantes companheiros se convertem espontaneamente em advogados naturais de nossa causa, amenizando as penalidades em que estejamos incursos ou suprindo-as, de todo, se já tivermos resgatado em amor aquilo que devíamos em provação ou sofrimento, para a retificação e tranquilidade em nós mesmos. (..)”.

E aí conclui com sabedoria no lindo texto: “(...) concluamos que trabalhar e servir, em qualquer parte, ser-nos-á sempre apoio constante e promoção à Vida Melhor.” Opção que a vida oferece a todos nós: aprender a servir. Isso significa apoio a nós próprios e a proteção que precisamos.

Pendências todos trazemos. O trabalho no bem, todavia, suspende a cobrança.


9 comentários:

  1. Essa Doutrina Espírita é FENOMENAL, meu bom amigo! Lúcida e consoladora.

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  2. Adolfo Pavanelli Néto9/7/26

    Boa tarde, amigo Orson. É o amor de Deus sempre agindo em nosso favor, em todas as circunstâncias.

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  3. Anônimo9/7/26

    Que texto magnífico!! Claro, simples e muito necessário para todos nós. Muitos vivem assombrados pelo medo do sofrimento que virá como consequência de seus desatinos, sem se lembrar que o trabalho no bem pode suspender esse sofrimento por tempo indeterminado. Obrigada amigo Orson.

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  4. Paulo Sampaio9/7/26

    👏👏👏👏👏

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  5. Anônimo9/7/26

    Perfeito e consolador. Gratidão meu amigo.

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  6. Anônimo9/7/26

    Incrivelmente apropriado adequado para aqueles que pretendem parar o trabalho edificante.

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  7. Anônimo10/7/26

    Concordo plenamente, Orson! Vamos trabalhar no BEM para termos amenizadas as nossas dores! Um abraço carinhoso!

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  8. Pedro Lucas Moro10/7/26

    Orson, amigo, em boa hora vêm essas reflexões, com a profundidade e alento que Emmanuel nos traz!

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  9. Anônimo12/7/26

    Obrigada Orson.

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