Desejo insaciável de posses materiais, em ambições desmedidas
Febre
maldita do ouro – Orson Peter Carrara
Afirma o nobre Emmanuel no cap. 23 – A Saúde Humana,
do livro que tem seu próprio nome: Emmanuel, publicado pela FEB, com Prefácio
assinado em 16/09/1937 pelo próprio médium Chico Xavier, que “(...) a medicina
do futuro terá de ser eminentemente espiritual (...)”.
A afirmação está dentro do subtítulo Medicina Espiritual
(o terceiro no capítulo), que se desdobra com outra informação triste, mas real
para nossos dias (referindo-se à citada medicina do futuro que deverá ser
espiritual): “(...) posição difícil de ser atualmente alcançada em razão da
febre maldita do ouro (...)”.
Sim, tem razão o autor, convenhamos. É esse desejo
insaciável de posses materiais, essa ambição desmedida pelo ter que tem
gerado tantos desentendimentos e conflitos, comprometendo, por consequência,
também a saúde humana. Afinal não é só a ambição pessoal – com suas variadas
ilusões – que prejudica o equilíbrio da saúde, mas também o descaso social e
outros interesses de autoridades e governos que igualmente trazem a
precariedade na saúde. É um processo muito complexo, repleto de fatores e
causas que extrapolam várias dimensões de análises.
Diz ainda o benfeitor, na mesma linha de raciocínio: “(...)
O estado precário da saúde dos homens, nos dias que passam, tem o seu
ascendente na longa série de abusos individuais e coletivos das criaturas,
desviadas da lei sábia e justa da natureza. (...)”. Abusos e desvios de todo
tipo que ocorrem em esquecimento da noção do dever mútuo que deve nos
caracterizar o comportamento. É o caso de nos perguntarmos continuamente, como
cidadão, como integrante de uma realidade social ou como autoridade: qual o
meu dever? Sim, pergunta interior
perante Deus, perante a vida, perante a família, a nação, como pai ou filho,
como empregado ou empregador, entre outros segmentos. Seria bom uma consulta à
belíssima lição O Dever, constante do capítulo 17, item 7, de O
Evangelho Segundo o Espiritismo, assinada por Lázaro.
Mas não é de se assustar. Outra realidade bem conhecida
também é citada pelo autor espiritual: “(...) A Civilização, na sua sede de
bem-estar, parece haver homologado todos os vícios da alimentação, dos
costumes, do sexo e do trabalho. (...)”.
O texto aqui trazido é parcial – em pequenos trechos –, o
original é um pouco maior, data de 1937 e demonstra plena atualidade. A
realidade brasileira e mundial vem dessa febre maldita do ouro, na
expressão forte, mas real, do autor. As ambições desmedidas explicam esses
desdobramentos.
Mas, a abordagem não é pessimista. Afinal, voltando a
refletir sobre o futuro da medicina, espiritualizada, “(...) os apóstolos
dessas realidades grandiosas não tardarão a surgir nos horizontes acadêmicos do
mundo, testemunhando o novo ciclo evolutivo da humanidade. (...)”.
Lei do Progresso, inevitável. Rebeldes e teimosos não terão
como permanecer algemados às ilusões passageiras e precárias do mundo. As novas
realidades se imporão por si mesmas.
Sugerimos buscar o PDF disponível virtualmente para ler o
capítulo completo, repleto de ensinos. O livro é Emmanuel, nome também
do sábio autor que o assina.
Nenhum comentário:
Agradecemos sua visita e seu comentário!
PS: Se necessário, o autor responderá.